Mostrando postagens com marcador musicalizacao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musicalizacao. Mostrar todas as postagens

 Quer ampliar seu repertório e conquistar seus alunos de forma diferenciada?

Transforme sua prática como educador participando do nosso curso completo em Educação Musical e faça parte da nossa comunidade!
Em nossa plataforma você encontra: Jogos e brincadeiras para aulas de musicalização; Jogos e brincadeiras para o ensino da leitura musical; Projetos de criação e vivência musical; Dicas sobre como estimular a musicalidade; Dicas sobre como estimular a criatividade; Técnicas para estimular a sensibilidade criativa; Brincadeiras para fazer e tocar música; Fundamentação pedagógica completa; Passo-a-passo para realização de projetos musicais.

Temos módulos que lhe auxiliam com uma fundamentação pedagógica completa!
Além de encontrar o passo-a-passo para realização de projetos e atividades musicais, você verá conceitos revolucionários como a "Educação Musical Humanizadora" e muitos mais! Sabe por quê? Estamos em constante ampliação do conteúdo e você recebe tudo isso incluso ao seu acesso!
Mais informações »
NEUROCIÊNCIA

Novas formas de conhecer o cérebro

Pesquisadores usam música para estimular o ensino da neurociência e estudam as bases neurofisiológicas de processos de ensino, aprendizagem e cognição musical
Pesquisadora da UFABC com touca usada para registrar as atividades cerebrais enquanto pratica música
Léo Ramos Chaves
Quem esteve presente no auditório do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, no dia 26 de janeiro, assistiu a uma experiência relacionada à música bem diferente dos concertos tradicionais. Em um pequeno telão houve a projeção para uma plateia de 429 alunos e 71 professores do ensino médio de imagens do cérebro da médica Alicia Kowaltowski, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), e da neurocientista Patrícia de Carvalho Aguiar, pesquisadora do Instituto do Cérebro do Einstein, enquanto elas tocavam violino e violoncelo, respectivamente. O espetáculo foi idealizado pelo estatístico e neurocientista João Ricardo Sato, professor do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC). Há algum tempo Sato pesquisa como a tecnologia de Espectroscopia no Infravermelho Próximo (fNIRS) pode ser usada para registrar múltiplas atividades cerebrais e explorar processos de ensino e aprendizagem. A mesma tecnologia é usada por ele e outros pesquisadores da UFABC para estudar a cognição musical à luz da neurociência. No evento do dia 26, cérebro, música e educação convergiram em um grande espetáculo.

A tecnologia de fNIRS consegue monitorar variações nos níveis de oxigenação em áreas cerebrais com a pessoa em movimento, um experimento inviável há algumas décadas. Para obter esse tipo de informação, o indivíduo precisava entrar em um equipamento de ressonância magnética e ficar com a cabeça imóvel por algum tempo. Com o desenvolvimento de novas tecnologias de espectroscopia funcional portáteis, tornou-se possível mapear a atividade neuronal enquanto os participantes se movem naturalmente, desempenhando atividades diversas.

Em um de seus estudos, publicado em outubro de 2018 na revista científica Frontiers in Psychology, Sato e colaboradores usaram a tecnologia de fNIRS para testar a correlação entre a atividade de áreas cerebrais de um professor e de um aluno durante uma interação em contexto educacional. Eles identificaram uma conexão funcional entre áreas do cérebro do professor e do aluno. “Nosso achado pode prover uma forma inovadora de investigar e entender o processo de ensino e aprendizagem”, sugere.

A apresentação de janeiro no Einstein fazia parte do curso de neurociência, evento preparatório para a Olimpíada de Neurociências de São Paulo (BrainBee), que selecionará três representantes paulistas para a etapa nacional, a ser realizada em março. Quem vence a etapa nacional participa da competição internacional, que este ano será na Coreia do Sul. A BrainBee em São Paulo está em sua quinta edição, desde 2015. De lá para cá, a competição não parou de crescer: 53 alunos de 12 escolas se inscreveram na primeira vez. Em 2018, esse número estava em 278 estudantes de 65 escolas. Estudantes de 14 a 19 anos podem participar.

O neurocientista Sérgio Gomes da Silva, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, foi o responsável por convencer o hospital a sediar e financiar a realização da BrainBee em São Paulo. A competição foi criada em 1998 nos Estados Unidos por iniciativa do neurocientista Norbert Myslinski, da Universidade de Maryland. Com o tempo, expandiu-se para outros países. Existem hoje cerca de 160 coordenadores de Olimpíadas de Neurociências distribuídos em comitês locais por todo o mundo. O objetivo é selecionar os participantes da competição mundial.

Um aspecto inovador da etapa paulista é que, para participar, os alunos precisam estar acompanhados de pelo menos um professor, uma espécie de tutor que segue o estudante durante todo o processo de avaliação – inclusive na competição nacional e internacional, caso avance. “Queremos transformar esses professores em agentes multiplicadores, capazes de voltar para suas escolas e despertar o interesse dos alunos por assuntos ligados à neurociência”, explica Gomes da Silva.

A maioria dos estudantes e professores sabe pouco sobre o cérebro. “Para prepará-los, indicamos livros e filmes e disponibilizamos material didático para download”, conta o pesquisador. Em seguida, eles participam do curso de neurociência, por meio do qual entram em contato com a área em palestras com neurocientistas de instituições de pesquisa de todo o país. A bioquímica Daniela Martí Barros, professora aposentada do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), no Rio Grande do Sul, foi uma das convidadas para falar no curso preparatório de 2019. Em sua palestra, tratou das moléculas responsáveis pela comunicação entre as células do sistema nervoso.
Há quase uma década Barros desenvolve projetos para ajudar a inserir a neurociência no ensino básico, por meio de seminários e oficinas com professores da rede pública de Rio Grande, cidade pouco mais de 300 quilômetros ao sul de Porto Alegre. “A ideia é apresentar algumas das bases neurobiológicas responsáveis pelo funcionamento cerebral e discutir como isso pode ser usado na aprendizagem”, afirma. Aposentada, hoje ela se dedica às palestras sobre o assunto. Em uma delas, trata do processamento das memórias e como esse conhecimento pode ser usado em sala de aula. Em outra, discute os caminhos percorridos pelo cérebro para atingir o estado de atenção plena. “A ideia é que esses conhecimentos permitam aos professores repensar e aperfeiçoar sua docência a partir da neurociência”, argumenta.
Barros explica que esse tipo de conhecimento sobre o cérebro tem potencial para auxiliar no processo educacional. “Observamos em alguns casos que o fato de os alunos conhecerem melhor o cérebro e o papel das emoções na aprendizagem os ajudou a melhorar a relação que tinham com seus professores em sala de aula”, comenta a pesquisadora.
Ciência pela educação
Barros hoje dedica parte de seu tempo às iniciativas da Rede Nacional de Ciência para a Educação, criada em novembro de 2014 por um grupo de 30 pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior do país. A rede é coordenada pelo neurocientista Roberto Lent, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). “A iniciativa pretende congregar os pesquisadores para que eles se unam no sentido de orientar seus projetos de pesquisa para temas relacionados à educação, além de criar condições para que os governos invistam recursos para estimular esses projetos e inseri-los nas escolas”, explica Lent, que desde 2013 desenvolve pesquisas para ampliar e divulgar o conhecimento sobre formas mais eficientes de ensino (verPesquisa FAPESP nº 255). Recentemente ele lançou o livro O cérebro aprendiz – Neuroplasticidade e aprendizagem (Atheneu).

A rede também trabalha para estabelecer pontes com os professores, absorvendo deles a experiência de sala de aula para identificar problemas e questões que possam ser objeto de pesquisa. “Temos mais de 120 líderes de pesquisa associados e iniciamos este ano a afiliação de outros profissionais para que esse trabalho colaborativo ganhe mais corpo.” Segundo Lent, parcerias como essas permitiram o desenvolvimento de técnicas pedagógicas baseadas em estudos de neurociência e psicologia cognitiva, que melhoram a aprendizagem. Ele cita alguns exemplos: a prática espaçada, que espalha a exposição do conteúdo de estudo ao longo de um determinado tempo; a intercalação, que alterna tópicos de estudo; e a relembrança, que estimula a reconsolidação da memória de curto prazo.
O engajamento de Lent no desenvolvimento de pesquisas sobre ciência para educação o levou a participar de uma palestra para alunos e professores no curso preparatório da edição 2018 da BrainBee paulista. Sempre no dia da competição, enquanto os alunos fazem a prova, seus tutores participam de debates sobre como introduzir a neurociência nas escolas. A estratégia começa a colher alguns frutos. Pelo menos dois colégios do estado de São Paulo estão introduzindo o tema em seus currículos. Um deles é o Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), ligado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O principal responsável pela iniciativa é o oceanógrafo Jodir Pereira da Silva, chefe do Departamento de Ciências do Cotuca. Ele conta que a relação do colégio com a neurociência começou em 2017, quando uma das alunas quis participar da etapa paulista da BrainBee e o convidou para ser seu tutor. “Eu aceitei e nos inscrevemos juntos no curso preparatório”, conta. “Outros alunos se empolgaram com a ideia e resolvi abrir mais vagas.”
“Queremos transformar esses professores em agentes multiplicadores, capazes de voltar para suas escolas e despertar o interesse dos alunos por assuntos ligados à neurociência”, diz Gomes da Silva
No fim, 10 alunos participaram do evento naquele ano. Após o curso, Jodir percebeu que o nível de conhecimento exigido na olimpíada era alto. Ele então resolveu se articular com outros professores do Cotuca e alguns pesquisadores da Unicamp para organizar aulas sobre neurociência para os alunos. “O resultado não poderia ter sido melhor”, ele conta. “Em nossa primeira participação na olimpíada de neurociências, um dos nossos estudantes conseguiu o primeiro lugar e se classificou para a etapa nacional.” Os três melhores colocados da etapa estadual se classificam para a nacional. O melhor colocado na nacional representa o país na competição mundial.
De volta a Campinas, decidiram manter e expandir o curso que haviam criado. As aulas sobre neurociência tornaram-se semanais e também passaram a contar com a participação de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (Brainn), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP. “Eles dão palestras e ajudam a coordenar grupos de estudo sobre toda a parte básica da neurociência”, conta. Mais recentemente, conseguiram recursos para adquirir um modelo de cérebro para estudos anatômicos, além de livros de anatomia cerebral. Em 2018, o Cotuca ficou novamente em primeiro lugar na etapa paulista da BrainBee.
Introduzir a neurociência nas escolas também se tornou a missão de Jonathan Batista Ferreira, de 17 anos. Aos 12, ele foi medalhista da Olimpíada Nacional de Matemática. A conquista o estimulou a fazer uma iniciação científica júnior no Laboratório de Neurofisiologia e Neurologia Experimental da USP de Ribeirão Preto. Foi lá que entrou em contato com o universo da neurociência e com a divulgação científica. “Decidi fazer um projeto com o propósito de engajar alunos e professores de escolas públicas da região em assuntos relativos ao cérebro.” Sob orientação do fisiologista Norberto Garcia Cairasco, do Departamento de Fisiologia da USP-RP, Ferreira criou um curso de história da neurociência que deverá ser aplicado em algumas escolas da cidade ainda no primeiro semestre deste ano. “Além disso, criamos eventos a céu aberto em praças da cidade, nos quais apresentávamos a neurociência para o público.”
Jonathan também foi um dos palestrantes do curso preparatório do Hospital Alberto Einstein. Ele falou sobre como a neurociência pode ajudar alunos e professores a melhorar o ambiente de aprendizagem, além de contar sobre sua ainda curta trajetória como divulgador científico.
Jovens neurocientistas
Vários estudantes que vivenciam essas experiências optam por seguir carreira na neurociência. É o caso de Caroline Magalhães, finalista nas duas primeiras edições da Olimpíada Paulista de Neurociências. Na primeira, em 2015, ficou em segundo lugar. Em 2016, em primeiro. “Na escola, eu gostava muito de biologia e genética, mas comecei a me interessar cada vez mais pela neurociência à medida que ia me preparando para a BrainBee”, ela conta.

Diante do bom desempenho nas duas competições, ela resolveu, ainda durante o ensino médio, no colégio Etapa de Campinas, fazer um projeto de iniciação científica júnior sobre epilepsia infantil. Caroline Magalhães o enviou para a médica geneticista Iscia Lopes-Cendes, coordenadora do Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, que aceitou orientá-la informalmente. Após concluir sua pesquisa e o ensino médio, a jovem foi convidada pelo Etapa a fazer tutoria para estudantes que pretendiam participar da BrainBee. A experiência, no entanto, durou pouco. Meses depois ela foi admitida na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, para onde se mudou em 2018. Aos 19 anos, Caroline hoje cursa neurociência e desenvolve um projeto de pesquisa sobre doença de Parkinson.
Segundo Lent, parcerias entre neurocientistas e professores permitiram o desenvolvimento de técnicas pedagógicas baseadas em estudos de neurociência e psicologia cognitiva, que melhoram a aprendizagem
Também Giovanna Lemos de Oliveira, de 19 anos, tem um currículo de fazer inveja a muitos pesquisadores. Ela conta que se preparou sozinha para a etapa paulista da BrainBee de 2015. Venceu não só a etapa regional como a nacional, classificando-se para a competição mundial, na Austrália. “Foi uma experiência sensacional”, conta. “Voltei para o Brasil sabendo que era o que queria fazer.” A estudante, então, começou a se envolver em pesquisas e eventos científicos. Fez pequenos estágios no Instituto de Psiquiatria da USP e no Instituto Weizmann de Ciência, em Israel. Em 2017, conseguiu uma bolsa para estudar neurociência na universidade norte-americana Johns Hopkins.
Neurociência, música e artes cênicas
Tal como os alunos e professores que assistiram ao concerto no Hospital Albert Einstein em janeiro deste ano, também os que viram a Orquestra Sinfônica de Santo André, no Teatro Municipal da cidade, há dois anos, no dia 23 de setembro de 2017, presenciaram uma apresentação bem diferente da convencional. Assim como em São Paulo, um telão instalado sobre o palco projetava em tempo real imagens da atividade cerebral da pianista Elza Gushikem, captada por meio de sensores coloridos conectados a uma touca preta usada por ela. O público podia observar a oxigenação de áreas de seu cérebro enquanto ela e sua colega, a também pianista Patrícia Vanzella, interpretavam O carnaval dos animais, do compositor francês Camille Saint-Saens (1835-1921). Dois anos antes, as mesmas pianistas haviam se apresentado da mesma forma no auditório da UFABC. À época, tocaram obras de compositores clássicos e contemporâneos, como Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Sergei Rachmaninoff (1873-1943) e John Cage (1912-1992).

Esses espetáculos fazem parte das atividades de extensão do projeto Neurociência e Música na UFABC, coordenado por Vanzella. Além de pianista, ela é pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Neurociência Aplicada da UFABC. Criado em 2015, o projeto se propõe estudar a cognição musical à luz da neurociência. “A ideia é tentar compreender a importância da música para os seres humanos, o que acontece no cérebro quando a ouvimos ou praticamos, como o sistema nervoso processa esses estímulos, como a música evoca memórias e em que medida as funções cerebrais envolvidas no processamento musical estão relacionadas a outras funções cognitivas, como o processamento da linguagem”, explica.
Para responder a essas e outras questões, a pesquisadora e sua equipe usam várias tecnologias, entre elas o fNIRS. A ideia, segundo ela, é estudar como a música é processada em nosso sistema nervoso e como ela pode modulá-lo. A pianista diz que a música envolve várias funções mentais, como planejamento motor, memória, atenção, empatia e tomada de decisão. “Esses processos estão presentes também nas nossas interações sociais e podem ser estudados por meio da prática musical”, afirma. Um dos seus estudos, publicado em fevereiro na revista científica Frontiers in Psychology, comparou a atividade cerebral de duos de violinistas para avaliar se seria possível identificar, do ponto de vista neural, os papéis de líder e de seguidor em um conjunto musical. “Quando comparamos os dados dos músicos tocando sozinhos e juntos, verificamos que apenas o cérebro do violinista no papel de seguidor apresentou maiores níveis de oxigenação em áreas ligadas à interação social e previsão de comportamento motor.”
O surgimento do núcleo da UFABC, do qual Vanzella é integrante, deu-se em meio a um amplo contexto de desenvolvimento de tecnologias de imageamento cerebral capazes de inferir a atividade cerebral. Em países da Ásia, Europa e dos Estados Unidos, ao longo das últimas décadas, houve uma multiplicação de centros de estudo e laboratórios dedicados à investigação das bases neurofisiológicas do processamento musical e de suas relações com outros aspectos cognitivo-comportamentais. Um deles é o Instituto Cérebro e Criatividade, com sede na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, onde pesquisadores estudam os efeitos do processamento musical no cérebro em desenvolvimento, a estruturação de narrativas e o processamento de sentimento.
“Resolvemos criar um núcleo de pesquisa semelhante no Brasil”, conta Vanzella. Além da música, as pesquisas em neurociência desenvolvidas na UFABC também se relacionam com as artes cênicas. Em seu estágio de pós-doutorado no Núcleo Interdisciplinar de Neurociência Aplicada da UFABC, o ator e doutor em artes cênicas Gustavo Garcia da Palma, conhecido artisticamente como Gustavo Sol, trabalha no desenvolvimento do que ele chama de interface de captação e identificação de estados de presenças poéticas. Um aparelho de eletroencefalografia (EEG) capta as variações elétricas do seu cérebro e expressões faciais e as transforma em números por meio de um software. “A partir daí”, ele explica, “um computador reage a esses dados e os transforma em projeções na forma de luz, vídeos e sons que ajudam a compor a cena”. Pretende-se com isso criar um ambiente mais orgânico entre o ator e os elementos audiovisuais que o rodeiam.
Sol começou a se interessar pela interface entre arte e neurociência no mestrado. No doutorado, iniciado em 2013 na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, começou a trabalhar no desenvolvimento dessa interface, que se apoia em algoritmos de redes neurais artificiais para reconhecer padrões neurofisiológicos associados a quatro tipos de estados poéticos: a arte performática, o teatro realista, épico (um gênero teatral) e as danças. Ele conseguiu estabelecer esses padrões a partir de um equipamento desenvolvido inicialmente para aumentar a imersão de usuários em jogos digitais. O pesquisador explica que o sistema consegue inferir padrões neurais relacionados a algumas emoções básicas, como a frustração, enquanto o indivíduo está jogando.
Valendo-se dessas informações, e associando os dados a um medidor de frequência cardíaca, a interface de Gustavo Sol infere padrões neurofisiológicos durante a cena e identifica estados poéticos, aprimorando a experiência imersiva dos intérpretes e performers.
O desenvolvimento dessa interface, em parte, deu-se à época em que Sol esteve na França, em um período de doutorado sanduíche. Lá ele entrou em contato com os pesquisadores Laurent Berger e Gabriele Sofia, da Universidade de Montpellier III. Os dois participam de um grupo de estudos sobre questões de arte e mundo contemporâneo. “Sofia desenvolve trabalhos em torno da relação entre teatro e neurociência”, ele explica. “Por meio de Berger, fiz uma residência com Daniel Romero, artista multimídia e diretor do Laboratório de Artes e Tecnologia do Centro Nacional de Dramaturgia de Montpellier.” Juntos, iniciaram os testes com inteligência artificial.
Em seguida, Sol passou a se dedicar à criação e desenvolvimento da interface de reconhecimento de estados poéticos. Ele esteve no Centro de Epilepsia de Zurique, Suíça, onde estagiou com a equipe do neurologista Thomas Grunwald. Foi o pesquisador suíço quem o ajudou com as questões de processamento de sinais e interpretação dos traçados de EEG. O ator diz que a interface que desenvolveu poderá ajudar a abrir caminho para a criação de novas obras e processos criativos transversais, envolvendo dados neurofisiológicos ao vivo. “Ao mesmo tempo, podemos usar essa técnica na criação de novas metodologias de ensino e pesquisa em arte, algo que tenho chamado de dramaturgia digital.”
Seu trabalho, diz o pesquisador, desenvolve-se na esteira de uma linha de pesquisa que começou a tomar forma na década de 1960, a partir de trabalhos como o do músico e performer Alvin Lucier. Nas décadas de 1990 e 2000, outros artistas, como a australiana Tina Gonçalves, iniciaram um esforço em detectar estados do público. Um de seus trabalhos mais notáveis é a instalação de arte de vídeo responsivo Chameleon, que procura explorar ideias de contágio emocional. Sol explica que o projeto é fruto de uma colaboração com os neurocientistas britânicos Hugo Critchley e Chris Frith, da Universidade de Sussex, e os cientistas de computação Rosalind Picard e Rana El Kaliouby, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Agora, em seu pós-doutorado, Gustavo Sol está usando o fNIRS e equipamentos de maior resolução para entender a relação entre as emoções expressas na performance, o planejamento de ação e a construção do self. A ideia é ter um relatório mais detalhado das reações do corpo durante a atuação, como dilatação da pupila, fluxo respiratório, batimentos cardíacos, entre outros, e, assim, criação de novas metodologias de ensino, pesquisa e criação em arte.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2019/03/27/novas-formas-de-conhecer-o-cerebro

#Novas #Formas de #Conhecer o #Cérebro, musica e mente humana,#pesquisa cerebro e musica, #trabalho  musico, emoçoes e musica, #musical batimento

Mais informações »

AS AULAS DE MÚSICA ESTIMULAM A CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO DAS CRIANÇAS, MAIS DO QUE A TECNOLOGIA!

TIRE O TABLET AO SEU FILHO E DÊ-LHE UM INSTRUMENTO MUSICAL

O conselho é dado por Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro «El cerebro del niño explicado a los padres», que garante que as aulas de música estimulam a memória e a inteligência.

Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone para as mãos. Nada de mais errado, a fazer fé nas últimas descobertas! Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro «El cerebro del niño explicado a los padres», «O cérebro da criança explicado aos pais» em tradução literal, diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm de lhes 
De acordo com este especialista, citado pela edição online do jornal El País, as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem. «Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve», assegura Álvaro Bilbao.
«A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará», assegura o especialista. «Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá», exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os seis primeiros anos de vida são primordiais no processo.
Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, «no chão, se for caso disso», como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer desporto e a experimentar atividades. «A criança deve sentir que tem uns pais que se preocupam com ela», defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez.
O que sugerem as últimas investigações internacionais
Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem:
- Estudar música
Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final.
- Não ver televisão
Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebés e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de dois anos não devem ver televisão.


- Evitar os programa de desenvolvimento cerebral

Fonte: Sapo Lifestyle
Mais informações »
Contar, Cantar e Tocar é um método de ensino de Percussão voltado para professores que desejam utilizar a percussão como ferramenta de musicalização. Ele é resultado das experiências adquiridas ao longo de dez anos como músico, professor e aluno. Ao longo dessa jornada, estudei e trabalhei em diferentes unidades de ensino, e constantemente me deparava com o mesmo quadro; Professores tanto do ENSINO REGULAR quanto de MÚSICA, altamente capacitados em suas respectivas áreas de atuação que me pediam ajuda para que pudessem utilizar a PERCUSSÃO como mais uma de suas ferramenta de trabalho em suas atividades. E foi pensando nisso que decidi organizar esse material. Vamos seguir três passos bem simples! I- contar cada nota; II – cantar cada som; III – tocar os respectivos sons e notas. Seguindo esses três passos você vai compreender como é simples e bem divertido o mundo da percussão!

Forma de Acesso: Membership (Site de Membros)
Formato: Cursos Online, Videoaulas, Site de Membros, Serviços de Assinatura/#,Musicalizacao CURSO
 Segmento: Música e Artes, CONTAR, CANTAR E TOCAR com PercUSSao
Ir ao siteClique Aqui
Mais informações »

Talento x Estudo do instrumento


“Horas de Estudos para concertistas – Documentario”
09543414-Violinist-700_tcm2-9431
Vestibulares e outras provas de seleção tentam identificar as pessoas mais aptas a ter sucesso em sua área, mas ser aprovado não é uma garantia de sucesso. Assim como nem todos os calouros conseguem concluir a faculdade, nem todos os estudantes que conseguem entrar para o renomado Conservatório de Música de Berlin têm uma vaga garantida nas melhores orquestras. O que faz a diferença? Alguns atribuem o desempenho excepcional a um “talento inato”; outros preferem acreditar que é uma questão de “prática e dedicação”. Como resolver a questão?

Partidários da teoria de que “talento é 100% suor”, três cientistas alemães do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, em Berlin, resolveram investigar a importância da prática no desempenho de musicistas – ou mais exatamente de estudantes de violino, a especialidade do Conservatório de Berlin. Contando com a ajuda dos professores do Conservatório, a equipe identificou os melhores alunos (aqueles que têm tudo para se tornarem solistas), os bons violinistas (que provavelmente tocarão em boas orquestras), e violinistas da escola preparatória de professores, outro departamento do Conservatório, onde nem o ensino nem as exigências são tão puxados. Uma análise do grau de sucesso dos alunos em competições abertas confirmou a classificação feita pelos professores: segundo o júri, os “melhores alunos” de fato tinham melhor desempenho.
criança violino
O estudo contou unicamente com informações fornecidas pelos alunos. Em entrevistas, eles fizeram uma estimativa do número de horas de prática por semana em idades diferentes, desde que haviam começado a tocar violino, e comentaram sua história com o instrumento. Se por um lado essas informações permitem analisar dados do passado dos estudantes, contar somente com elas poderia ser um problema se os estudantes fossem, digamos, “otimistas” demais em suas estimativas de dados como o tempo dedicado diariamente ao instrumento. Para determinar se essas estimativas eram boas, os pesquisadores pediram mais tarde que os alunos anotassem em diários, ao longo de uma semana inteira, suas atividades durante o dia, incluindo o número de horas de prática com o instrumento, e seus hábitos de sono e lazer. A comparação com os dados dos diários mostrou que as estimativas dos alunos pareciam bastante boas.
Os estudantes, independentemente do grau de excelência, tinham várias coisas em comum. Todos tinham passados semelhantes, por exemplo: começaram a tocar e a ter aulas regulares aproximadamente aos oito anos de idade, e aos quinze decidiram tornar-se violinistas. Na época do estudo, todos já acumulavam mais de dez anos de prática com o instrumento – tempo que alguns especialistas consideram o mínimo de experiência necessária para se atingir um nível excepcional de performance em áreas tão diferentes quanto o xadrez, a execução musical, a composição, e a literatura. Todos davam igual valor à prática, e apreciavam tocar informalmente, sozinhos ou em grupos, para sua própria diversão.
ESCOLHER
As diferenças começam no regime de prática. Enquanto os futuros professores de violino treinavam apenas nove horas por semana, bons e excelentes estudantes treinavam muito mais – uma média de 24 horas por semana, ou três horas e meia por dia. Todos praticavam em sessões de não mais de uma hora e meia, mas enquanto os futuros professores não mostravam preferência de horário para a prática, os outros estudantes concentravam os estudos entre dez da manhã e duas da tarde.
Além de praticarem mais, bons e excelentes estudantes também dormiam mais durante a semana – umas seis horas a mais do que as 54 horas semanais dos futuros professores. Parte dessas horas extras de sono aconteciam durante uma sesta no começo da tarde, logo depois do almoço, após a prática matinal. Em comparação, futuros professores não dormiam quase nada fora do sono noturno.
Se isso fosse tudo, o menor desempenho dos futuros professores poderia de fato ser explicado pelo menor tempo de prática e talvez de sono – mas bons e excelentes estudantes deveriam ter exatamente o mesmo nível de desempenho. E isso não é o caso, como mostram os resultados das competições abertas onde eles se inscrevem.
O fator mais determinante do desempenho de todos os estudantes parece ser o número de horas de prática acumuladas ao longo dos anos. Na estimativa de cada aluno, o tempo de prática sobe gradualmente de menos de cinco horas semanais aos oito anos até as nove ou mais de vinte horas aos vinte anos de idade, já no Conservatório, sendo que em torno dos doze anos de idade, o número de horas de prática passa a aumentar mais rapidamente, o que possivelmente já corresponde a um compromisso de maior dedicação por parte das crianças. Somando o número de horas acumuladas ao longo dos anos, aos poucos os futuros melhores estudantes vão se destacando dos bons e dos futuros futuros professores. Aos quatorze anos, um ano antes da decisão de se tornarem violinistas profissionais, as diferenças nas horas de prática acumuladas entre os três grupos já são evidentes.

violino
Tudo indica portanto que é durante a adolescência, anos antes dos estudantes entrarem para o Conservatório de Música, que ocorre a separação entre futuros bons, regulares e ótimos violinistas. Aos 18 anos, quando ingressaram no Conservatório, as diferenças já eram mais do que óbvias. Os alunos mais tarde identificados como os melhores já haviam acumulado mais de 7.000 horas de prática – número semelhante à estimativa feita por violinistas profissionais da Orquestra Sinfônia da Rádio de Berlin para quando tinham a mesma idade. Em comparação, bons alunos acumulavam pouco mais de 5.000 horas de prática, e os futuros professores de violino acumulavam apenas umas 3.000 horas de prática. Os anos de estudo e prática no Conservatório, assim, não fariam mais do que exacerbar uma tendência que já fora estabelecida.

Na opinião dos autores do estudo, a prática explica perfeitamente bem o desempenho até mesmo nos casos dos virtuosos, sendo desnecessário invocar um “talento” inato para o que essas pessoas alcançam. E no entanto parece tão evidente que algumas pessoas têm mais talento do que outras! O que é o talento, afinal? Se de fato é a prática que define o desempenho, o talento poderia ser… a motivação para perseverar na prática. Uns preferem futebol, e serão capazes de passar horas correndo atrás de uma bola; outros preferem escrever, desenhar, ou dedilhar um violino. O que parece uma definição bastante simpática de talento na verdade só empurra a questão mais para adiante: o que faz com que uns prefiram a bola e outros a música?
Os pais, talvez, ou pelo que eles fazem e encorajam em seus filhos, ou também pelos seus genes. Mozart tinha pai músico, por exemplo. Mas talvez os bons genes, também: por isso, segundo o “Argumento de Mozart”, “não dá para você virar um Mozart só com trabalho duro”.

Agora, se você discorda e acha que tem motivação suficiente para se tornar um Mozart, vamos aos números. Para quem começa cedo, lá para os cinco anos de idade, dá para começar com umas duas horas por semana e ir aumentando aos poucos, chegando a uma hora por dia aos 12 anos, duas horas por dia aos quinze… o que dá para levar junto com a escola, as brincadeiras, o sono e a televisão.
violinista

Mas para quem começa tarde e decide somente aos 15 anos se tornar um virtuoso, o futuro é um pouco mais sombrio. Só para alcançar a marca das sete mil horas de prática aos 18 anos, quando você precisaria optar por uma carreira, seria preciso treinar… seis horas e meia por dia, quase duas vezes mais do que treinam os melhores alunos do Conservatório. Treinando em sessões de não mais de 90 minutos, com intervalos de uma hora, seria preciso ficar de 8 da manhã às 6 da tarde por conta do violino. Ou seja: não fazer mais nada, nem ir à escola. Colocando a coisa desse jeito dá para entender porque todos os concertistas têm em comum terem começado a treinar desde criança. Ou é assim ou não dá…
E para quem começa aos 30 e pode treinar uma hora por dia, o que parece mais viável: quanto tempo levaria para virar um Paganini? Somando sete horas por semana, seriam necessárias mil semanas de treino para se tornar tão promissor quanto os melhores estudantes do Conservatório de Berlin. Se parece razoável, eis uma má notícia: mil semanas correspondem ao módico período de… vinte anos. Mas se até lá você não tiver desistido, irei a seus concertos com grande prazer!

Fonte:
Ericsson KA, Krampe RTh & Tesch-Römer C (1993). The role of deliberate practice in the acquisition of expert performance. Psychol Rev 100, 363-406.

http://www.violinovermelho.com.br/blog/talento-x-estudo-do-instrumento/
Mais informações »

A INFORMAÇÃO MUSICAL QUE VOCÊ PRECISA!

Credibilidade e Confiança na Informação Musical para todo o Brasil!

EM PARCERIA COM O PROJETO - MÚSICA COM SIMPLICIDADE - EAD (ENSINO MÚSICAL À DISTÂNCIA) DE ALTA QUALIDADE - AULAS PRESENCIAIS E ONLINE PARA TODO O BRASIL (CANAL YOUTUBE)

FALE CONOSCO: CLIQUE AQUI (WHATSAPP) | Instagram | Facebook

PERGUNTE DIRETO

Nome

E-mail *

Mensagem *



Página com maior Nº de acessos!

TAGS RELACIONADAS | INSTRUMENTAL E VOCAL BRASIL

Instrumental e Vocal Brasil - A Informação Musical que Voçe Precisa! Aqui você fica por dentro de tudo do bom e do melhor na Bahia e no Brasil. AULAS DE INSTRUMENTOS MUSICAIS, CURSOS DE INSTRUMENTOS VIOLÃO, TECLADO, CONTRABAIXO, GUITARRA, CAVAQUINHO CAVACO, VIOLONCELO, VIOLONCELLO, VIOLONCELLO, PIANO, TECLADO, APRENDA A TOCAR UM INSTRUMENTO MUSICAL EM ITABUNA BAHIA, CIDADE MUSICAL, QUER APRENDER A TOCAR UM INSTRUMENTO MUSICAL - CURSOS ONLINE DE MÚSICA, CURSOS ONLINE AO VIVO, CURSOS ONLINE EAD BRASIL, APRENDA A TOCAR ACORDEON, SANFONE, GAITA, UKULELE, UKULELÊ, GRUPO MUSICAL EM ITABUNA BAHIA, ACORDIONISTA, LUTHIER LUTERIA LUTHIERIA BAHIA, ITABUNA, ILHÉUS, VITÓRIA DA CONSQUISTA BAHIA, QUER APRENDER A TOCAR , QUER APRENDER A CANTAR - MÚSICA COM SIMPLICIDADE ESCOLA DE MÚSICA EM ITABUNA COM AULAS PRESENCIAIS E ONLINE - AULAS AO VIVO POR VÍDEO CHAMADA - QUER APRENDER A TOCAR CONTRABAIXO - AULAS DE  CONTRABAIXO | QUER APRENDER A TOCAR VIOLONCELO - AULAS DE  CELLO | QUER APRENDER A TOCAR FLAUTA TRANSVERSAL - AULAS DE  FLAUTA | QUER APRENDER A TOCAR TROMPETE - AULAS DE  TROMPETE | QUER APRENDER A TOCAR TROMBONE - AULAS DE  TROMBONE | QUER APRENDER A TOCAR GUITARRA BAIANA - AULAS DE  GITARRA BAIANA (GB) BRASIL | CURSO DE VIOLÃO COM O PROFESSOR PABLO SHAUL - AULAS EM DOMICÍLIO COM O MELHOR PROFESSOR DE MÚSICA DA REGIÃO ITABUNA BAHIA, AULAS ONLINE E AO VIVO EM TODOS O BRASIL | QUER UM GRUPO MUSICAL PARA SEU EVENTO | GRUPO MUSICAL EM ITABUNA | GRUPO MUSICAL PARA CASAMENTO EM ITABUNA | MELHOR GRUPO PARA EVENTO ITABUNA MELHOR FORMAÇAO MUSICAL EVENTOS BAHIA | QUARTETO BAHIA | FORMAÇÃO MUSICAL A MELHOR DA REGIÃO | CURSOS ONLINE EM ITABUNA BAHIA BRASIL | QUER TOCAR VIOLÃO ? APRENDA TOCAR COM AULAS PRESENCIAS E ONLINE | ONLINE EAD | online AO VIVO | VIOLINO AULAS EM ITABUNA CURSO DE VIOLINO ITABUNA ILHÉUS VITÓRIA DA CONQUISTA | PROFESSOR DE MÚSICA LICENCIADO EM ITABUNA | PROFESSOR FORMADO EM MÚSICA NA BAHIA AULAS DE TECLADO | VIOLÃO, VIOLINO, BAIXO, SITAR, SÍTAR INDIANA NO BRASIL | AULAS DE GUITARRA BAIANA NA BAHIA | AULAS DE BANDOLIM CURSOS AULAS BRASIL # arena itabuna show # show do teto em itabuna # ingresso thiago # aquino itabuna stand up em itabuna show tierry itabuna camarote itapedro itabuna


Musicos
Cantores/Vocalistas
Instrumentistas